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Por: Marcele Aroca Camy
Gerente de Comunicação, Marketing&Relacionamento na Fraternidade sem Fronteiras

Ubuntu: Eu sou porque nós somos. Assim nos ensina a filosofia dos nossos irmãos africanos e como aprendemos com ela. Com esse entendimento sendo introjetado nas experiências diárias do trabalho humanitário, seja qual for a função, compreendemos que só é possível fazer mais e melhor… Quando se realiza junto. E “junto” com profundidade, não é o “junto” das formalidades ou divisões de processos, mas a ação que se dá com a criação e cultivo dos laços de amizade em qualquer ambiente.

Quando somos capazes de comemorar as alegrias e conquistas uns dos outros, e da mesma maneira contribuirmos com sinceridade ou firmeza amorosa, quando necessário, isso é amizade. É nessa experiência que nos despedimos das fronteiras de competição e liberamos a passagem para que as mãos e os corações estejam literalmente unidos em prol de um bem comum, no qual também somos beneficiados.

A amizade é a semente que nos oportuniza o treinamento da aquisição de diversos valores morais e por que não dizer também, espirituais. Embora seja de grande importância, ela não é menos desafiadora que outras escolhas que fazemos na vida, pois que nos chama ao autoconhecimento, perdão, à resiliência, paciência, empatia e desenvolvimento do amor.

Diante desse conjunto, posso dizer que ela é altamente valiosa na tarefa de servir. Observamos que quando o trabalho flui e avança, independente do tempo, ali está a harmonia estabelecida pela perseverança na amizade dos trabalhadores; que mesmo diferentes e com habilidades e responsabilidades diversas, conseguem se somar e contribuir com o melhor que podem. No entanto, quando os laços se enfraquecem, o grupo todo (instituições, projetos, equipes…) adoece e se instalam os conflitos, as sombras humanas ganham lugar e toda a organização técnica e física se desajusta, mesmo que temporariamente.

Na Fraternidade sem Fronteiras (FSF), que é uma Organização humanitária, e que atua em seis países, principalmente com crianças brasileiras e africanas, nas situações de maior vulnerabilidade social e que em 11 anos de trabalho acolhe mais de 21 mil pessoas, ouso afirmar que: os desafios são muitos, mas a busca sincera de cada integrante em construir uma mentalidade mais fraterna é o que move verdadeiramente as pessoas e permite as transformações realizadas, dentro e fora de todos que participam desse movimento. Cada um pode chegar também com objetivos individuais, mas a essência do trabalho faz com que o senso de coletividade rapidamente se espalhe e os laços de amizade naturalmente se formem… quando fortalecidos, aparecem as pontes que clareiam e “desenham” os caminhos de um mundo sem fome (em todos os sentidos) e de paz.

É por isso que acreditamos sim, que podemos fazer um mundo melhor. Somos milhares e queremos ser milhões! Queremos corações, espiritualidade, valorização do ser, amizade! Queremos ser aprendizes incansáveis na busca do incentivo e do exercício à fraternidade. Seja qual for a sua causa, que sejamos amigos e inevitavelmente… todas as fronteiras serão retiradas!

Para conhecer mais sobre a Fraternidade sem Fronteiras e se tornar padrinho/madrinha da Organização, acesse: www.fraternidadesemfronteiras.org.br.

A importância da amizade no trabalho humanitário

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Uma ideia sobre “A importância da amizade no trabalho humanitário

  • julho 30, 2021 em 6:41 pm
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    Lindo depoimento!! O servir ao próximo nos aproxima de nosso propósito e alegria genuína!

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